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O grande significado afetivo da Maternidade

Um dos papéis mais grandiosos que uma mulher pode alcançar é ser mãe. Mas somente alcança esta grandeza aquela que faz um trabalho profundo de humildade, altruísmo e superação. Primeiramente, é importante reconhecer a interação com o companheiro escolhido, para caminhar em harmonia rumo ao sonho a dois de se criar uma família. Na busca da imagem de Sofia, de Maria, de Nossa Senhora, é possível espelhar na alma feminina a sabedoria, a temperança, a fortaleza e a ternura essenciais para prover o anseio existencial da Maternidade. Em doação por inteiro, em corpo, alma e espírito e com as bênçãos divinas, a mulher torna-se co-criadora ao gestar a vida de uma criança. Desta maneira, a missão da Maternidade se inicia na gestação e irá perdurar por toda a existência. Assim como o leite materno é apropriado para a nutrição do recém-nascido, a graça, o calor e a amorosidade irradiantes do coração materno são alimento sutil para o bebê. Então, há uma impressionante complementação entre mãe e filho, criando-se ao longo do tempo um vínculo forte e decisivo. Assim, ficará marcada a vida de cada um. Porém, há de se ter medida nesta dose de amor: se for escasso, o filho estará sempre carente e assim seguirá pela vida; se for excessivo, o filho ficará acomodado e dependente. Certamente, a medida correta é a autoridade amorosa, a mãe que cuida e educa, com o vivo interesse nas progressivas conquistas das habilidades pelo filho. Há algo mágico, intangível que desenvolve mais profundamente nesta relação de cuidado entre mãe e filho. Na medida em que a criança cresce e se torna adulto, a mãe também vai-se transformando, pois o modo de interagir modifica a cada fase. Para educá-lo, a mãe precisa tornar-se exemplo e se auto-educa. Para cuidar, aprende, aperfeiçoa e supera deficiências da própria criação. Nesta reciprocidade providenciada pelo amor, para ver o filho crescer, a mãe precisa crescer junto e aprender a confiar, sem dominá-lo. O filho, por sua vez, demonstra sua gratidão aos pais ao exercitar seu rico aprendizado. Assim, nesta experiência sublime chamada Maternidade, amar se torna o gesto admirável de entregar o filho ao próprio destino, em plena liberdade. Dra. Ana Cristina C. L. Malheiros

Links recomendados: Ana Paula Cury, médica antroposófica: - Os desafios de educar os filhos hoje: https://www.youtube.com/watch?v=XM0H8m-52CY - Vossos Filhos: https://www.youtube.com/watch?v=p6H7rPl15YY





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