Dia dos avós: memória e afetividade no coração da família

Fazendo uma retrospectiva, em que pesem todas as vivências que as pessoas estão experimentando em decorrência da pandemia, o amor pela família prevalece. Para que sejam superados os sentimentos antagônicos que perturbam nosso equilíbrio emocional e bem-estar, contamos com o apoio familiar para restabelecer a serenidade e a autoconfiança.


Por mais que possam ocorrer atritos, provocados pelo estresse, o convívio com os familiares permite que o sofrimento seja expressado, o aconselhamento seja ofertado e a superação seja oportunizada, como um ciclo completo de rico aprendizado.


Hoje, dia 26 de julho é a data festiva dedicada aos avós. Mas porque? Bom, esta data é consagrada a Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós do Menino Jesus. Foram eles que transmitiram a Maria a cultura e a fé do povo judeu, permitindo que ela se preparasse profunda e harmoniosamente para gerar a criança divina.


A grande importância destas figuras religiosas para os dias atuais reside em serem os arquétipos dos avós, ou seja, dos nossos antepassados. Justamente por isso, eu o convido para esta reflexão.


Há um enorme contraste entre a velocidade e a intensidade de fluxo de informação nas plataformas digitais, porém esta comunicação, muitas vezes, carece de veracidade e real utilidade.

Nesta volatilidade da comunicação virtual, escassez de qualidade, o que influencia incrivelmente o comportamento humano, principalmente de crianças e jovens, em direção ao materialismo e a banalidades.


Portanto, para que haja maior equilíbrio, torna-se imprescindível proporcionar o encontro e o diálogo entre as gerações, principalmente dentro da família. Os avós são capazes de transmitir às crianças e jovens, por seu próprio exemplo e por histórias contadas em detalhes, a sua experiência, espiritualidade e sabedoria de vida de modo real e afetivo. Esta transmissão de conhecimento traz encantamento e nutre a alma tanto dos avós, quanto dos netos, propiciando a verdadeira continuidade histórica da família e, por consequência da sociedade.


Pois é deste encontro profundo entre os anciãos e as crianças, que surge a perspectiva de uma sociedade mais promissora e mais humana. Por isso, conscientes da importância do legado que eles nos transmitem, cuidemos de nossos pais e avós, com todo nosso amor e dedicação.


Sejamos gratos aos nossos antepassados pela herança que recebemos e tenhamos a dignidade de transmitir os valores humanos essenciais e eternos as próximas gerações.


Dra Ana C. L. Malheiros

Link recomendado:

- Pais de Maria, avós de Jesus (Padre Paulo Ricardo):

https://padrepauloricardo.org/blog/pais-de-maria-avos-de-jesus